As estórias de crianças são sempre muito divertidas por causa da espontaneidade. Principalmente quando são contadas por vovós.
Minha neta Roberta quando tinha seus dois anos de idade era muito falante e desembaraçada. Certa vez estava me atrapalhando a jogar baralho porque perguntava tudo e eu tinha que estar explicando.
Com uma jogada errada, pedi que ela ficasse calada porque estava me impedindo de prestar atenção no jogo. Ela, toda sentida, fez biquinho e disse: “eu tenho boca, boca é pra falar”.
Na mesma noite, após tomar banho e vestir o pijama, ela voltou da cozinha toda molhada. Quando vi, imediatamente a repreendi: “Roberta, você se molhou toda. Estava com o pijama limpinho para dormir!”, ao que ela, tirando a chupeta da boca, me respondeu: “vai jogar baralho, vai, vovó”. Outro caso engraçado aconteceu com Daniel, meu sobrinho. Quando ele tinha cinco anos, mais ou menos, foi levado para andar a cavalo em Marataízes. Quando chegou próximo ao cavalo, sentiu medo e não quis montar. O dono do cavalo, tentando estimulá-lo, disse: “vamos, está com medo? Você é um menino ou um sapo?”, ao que ele respondeu prontamente: “eu sou um sapo”.
Ricardinho, neto da Mimite, ao completar três anos de idade, foi à escola pela primeira vez. Saiu feliz, uniformizado e de merendeira nova. Ao voltar, à tarde, Mimite o recebeu toda sorridente e foi logo perguntando: “o que você fez hoje na escola?” E ele respondeu: “chorei, vovó, chorei muito”.
João Victor, filho de Fabíola e Dr. Jean Claude adora restaurantes sofisticados, aos quatro anos de idade. Outro dia, no Rio de Janeiro, ao atender o casal, o maitre dirigiu-se a João Victor e perguntou: “e você, o que vai pedir?”. E ele, prontamente, respondeu: “um arrozinho, um franguinho com creminho, e uma cocacolinha light”.
Meu neto Victor não queria tomar banho, apesar da insistência de Luciane que o chamava a todo instante. Pepenha, minha irmã, que presenciava a cena, falou: “Victor, obedece sua mãe.” Ele, olhando meio zangado, perguntou a Pepenha: “a que horas você vai para sua casa?”.
No primeiro dia da aula de karatê, meu neto Afonso estava ansioso. Quando Ângela, minha nora, estava se despedindo para buscá-lo mais tarde, recebeu como resposta: “acho melhor você ficar, porque eu posso chorar”.
Gilbertinho, filho da Mimite, quando tinha uns cinco anos de idade, pediu a Papai Noel dois presentes: dois elefantinhos. Com a negativa de Mimite, que explicou que Papai Noel só dava um presente porque eram muitas crianças para receber, Gilbertinho perguntou: “pergunta se ele pode me dar uma elefanta esperando elefantinho”.
Meu neto Felipe, quando tinha dois anos de idade, havia tomado banho e estava pulando em cima da cama, não deixando que a mãe vestisse sua roupa. Ângela o repreendeu, dizendo: ”vem vestir o short, porque se não o cachorro come o seu piu piu, e como você vai poder fazer xixi?”. Ele parou de pular, olhou para a mãe e respondeu: “pela boca do cachorro, ué”.
O caso acontecido com a Silvinha, filha da Solange Dutra Simões, é outro muito engraçado. Ela recebeu esse nome em homenagem a Silvia, uma aparentada. E desde sempre foi chamada pela Silvia de xará e vice-versa. Sempre que a Silvia chegava do Rio, Solange dizia para a filha: “vamos visitar a xará”, ou quando se encontravam, dizia: “dá um beijo na xará”. E o tratamento era recíproco porque sempre que a Silvia se dirigia à Silvinha, chamava-lhe de xará.
Certa vez, após se encontrar com a Silvia, a Silvinha se voltou para a mãe, com ar interrogativo, e perguntou: “mamãe, como é mesmo o nome da xará?”.
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